Psicologia da turba

16 jul

“A diapasão emocional subliminar da ingovernabilidade de uma turba jaz na ressonância de opiniões solitárias enfaticamente manifestadas em diversos pontos do campo estereofônico.”


Difícil, não é? Nem tanto.

“Uma turba é uma multidão de pessoas geralmente irada”.

A psicologia da turba é, na verdade, bem simples. Todas aquelas palavras difíceis queriam simplesmente dizer que, se algumas poucas pessoas se espalharem por uma multidão e começarem a bradar as mesmas coisas, a turba logo concordará com elas.

Se eu dissesse onde aprendi isso, a psicologia das turbas não seria levada a sério (eu muito menos). Eu não a levei a sério assim que li, mas resolvi pesquisar e vi que a informação procede! Isso quer dizer que: a) Uma série de 13 livros bobocas não foi lida à toa, e b) A psicologia da turba faz sentido porque existe, e não porque eu sou louca. Que bom.

Depois de saber disso, eu fui pensar direito… pense comigo também.

Quantas vezes você já esteve em uma situação onde, por exemplo, alguém confessou algo, ninguém se pronunciou e essa pessoa foi tida como boba?! Ou em uma situação em que duas pessoas se pronunciaram e todos os outros as seguiram?!

Situação 1.

P1: – Ai, cara… eu odeio forró. 4ever.

(…)

P2: – Valha, mulher… pq? Tu é retardada, é?! É legal de dançar e tem umas letras muito profundas…

Psicologia da turba fails por falta de apoio.


Situação 2.

P1: - Cara… odeeeeio forró!

P2: – Ei, eu também, ó! Que coisa ridícula!

(…)

P1a100: – É meeeesmooo, que ridículoooo!

Psicologia da turba works hard.


Por isso que todas essas doenças sociais são sem-fim, cara! Por que todo mundo começou a amar crepúsculo do dia para a noite? PSICOLOGIA DA TURBA! Por que, do dia para a noite, todo mundo ficou colorido, revolts e apaixonado pelo Fiuk? PSICOLOGIA DA TURBA! Restart, Cine, Hori, Crepúsculo, Stéfany, vampiros-fake (…)? PSICOLOGIA DA TURBA!

Ou alguém acha que essas coisas foram descobertas e adoradas por todas as pessoas, de uma por uma, através de uma longa pesquisa pelas “melhores coisas do mundo” no Google? Aham.

Aviso: A psicologia da turba funciona MESMO, viu?! Se for tentar, cuidado. Com pessoas de opinião formada, ela só funciona se, realmente, for usada em meio a uma multidão ou após muita insistência. Ou talvez nem funcione… Sei lá. Tenta lá :)

Convivência forçada

11 jul

Se alguém já viu “O Iluminado”, de Stanley Kubrick, sabe que a clausura pode levar as pessoas à insanidade. No filme, uma família vai viver em um hotel onde o patriarca, Jack Torrance (Jack Nicholson), consegue o emprego de zelador durante o inverno. Assim que chegam, são avisados sobre a história do antigo zelador que, enlouquecido pela clausura forçada pelo rigoroso inverno (o hotel se localiza em uma espécie de montanha), acaba desenvolvendo um tipo de claustrofobia que o leva a matar suas filhas e esposa à machadadas.

Jack e sua esposa acham divertida a idéia de morar em um lugar “assombrado”, mas seu filho, Danny Torrance (Danny Lloyd), o iluminado, é sensitivo e pressente acontecimentos ruins.

Como em todos os outros os filmes de Kubrick – que giram em torno da desintegração moral de um personagem – nesse, o protagonista vai à loucura e acaba seguindo os passos do antigo zelador e tentando matar sua família.

Assim como a clausura, outra coisa que mexe com o equilíbrio emocional das pessoas é a convivência forçada. Por isso é tão difícil suportar entrar em um reality show como o Big Brother. Algumas pessoas se identificam umas com as outras e acabam desenvolvendo um bom relacionamento, mas sempre há aqueles que não conseguem ter uma convivência harmoniosa. Daí surgem os conflitos. Distúrbios de humor, personalidade… tudo fruto do choque entre ideias, crenças e personalidades.

Muitos adolescentes também se vêem com esse problema quando, à margem de atingirem a maioridade e entrarem para uma universidade, sentem-se deslocados em casa. Não estou, obviamente, referindo-me a jovens felizes que quase nunca têm conflitos com os pais (e que não existem).

Grande parte dos problemas familiares é causada pela falta de comunicação entre pais e filhos. Se perguntarem por aí, a maioria das pessoas falará que é culpa dos adolescentes, que só querem saber de sair e nunca têm tempo para “perder” com a família. Não é bem assim. Quem está no olho do furacão avisa: Os filhos até tentam dialogar, mas não adianta nada quando todos não compartilham da mesma vontade, não é?

Os adolescentes, então, isolam-se. Querem sempre estar perto dos amigos, pois estes sim não têm problema em conversar (até mesmo sobre isso), e buscam, de todas as maneiras, a liberdade. Os pais lutam contra isso por sempre quererem seus filhos por perto, mas enquanto ainda a têm, não aproveitam como deveriam.

É “o ciclo sem fim”? Espero que não. Vamos ver se a próxima geração, prole dos filhos-tristes, lida com pais mais compreensivos e abertos a diálogos. Ou, quem sabe, os pais atuais não mudam do dia pra noite!? Sempre há esperança, ué. Se até o Simba mudou ao compreender os sentimentos da Kiara, tudo ainda pode acontecer.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.